Reencontro

By Luiz Guilherme Amaral

Foi só porque você é uma cabeluda do olhão bonito e eu ainda não aprendi se é azul ou verde. Mas nem precisa; eles já estão costurados na minha memória. Vamos dar risada? Vamos. Vamos falar sério? Vamos, também. O que não pode é “não vamos fazer nada separados”. Gritinho quando leva cócegas? Pode. Dormir de meias. Tá, vai, eu não gosto de pé gelado. Então, vamos colocar a música que elegemos como nossa e fazer uma dança maluca na sala. Vamos colocar um apelido cafona um no outro, mas não vale usar perto dos amigos. Vamos levar as coisas no passo que elas têm de ter, porque o que está no coração não pode ser empurrado ladeira abaixo. A gente se esforça para não errar como antes, mas é necessário lembrar de algumas pequenas regras, pequenas manias, pequenas admirações, para que o antes se complete com o agora e traga a resposta que a gente quer. Qual é a pergunta que fizemos? Se vamos acertar desta vez? Não sei, mas eu só espero que, mais uma vez, nós não nos esqueçamos, exatamente do mesmo jeito que nunca esquecemos desde o primeiro dia. Porque não dá para ficar com esse olhão verde (ou azul) costurado na memória e não poder tê-los de vez em quando. Tratando-se de você, ter de vez em sempre é bem melhor.

Uma resposta para “Reencontro”

  1. Carla Disse:

    PERFEITO!!!

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