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EU PRECISO TRABALHAR!!

Maio 6, 2009

Luiz Guilherme Leite Amaral

lgla80@gmail.com

Objetivo

Área de comunicação e/ou marketing.

Educação

Bacharel em Comunicação Social
Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação – Sorocaba – São Paulo
ESL – English as Second Language – LaGuardia Community College, New York
Redação Publicitária – SENAC Sorocaba

Habilidades

Apto a trabalhar em Comunicação e Marketing (seguindo as teorias de Philip Kotler, Peter Drucker e Michael Porter);
Fluente em português e inglês;
Espanhol em nível intermediário;
Experiência com Windows, Linux, internet, Corel e Photoshop.
Tenho capacidade de me adaptar a diferentes ambientes de trabalho, tratando as pessoas com respeito e profissionalismo e executando as tarefas que me são incumbidas.

Experiência

Atua Comunicação – como redator publicitário, criei campanhas publicitárias para Johnson Controls, Facens, Newton Paiva, Transbrasiliana Concessionária de Rodovia e Grupo Caiuás

Artmaker Comunicação – criei campanhas para os clientes desta agência, entre eles Gas Natural, SECO Tools, CooperTools, Uniso, FADITU e Residenciais.

Hotel Alpino – recepcionista bilingue, trabalhando em contato direto com hóspedes e solucionando problemas inerentes a esta função.

Wizard- professor de inglês por três anos, sendo eleito o melhor professor da unidade São Roque em todos os anos.

Projetos Pessoais

Baterista desde 1995, com passagem pelo Instituto de Percussão & Tecnologia (SP);
Roteirista dos curtas “Herói” (premiado no Festival de Curtas de Votorantim) e “O Chá” (em produção);
Articulista da Folha de Mairinque, opinando sobre os cenários político, artístico e cultural brasileiros;
Autor do livro “Poesia e Prosa”, patrocinado pela ESAMC Sorocaba.

Mais de 200

Abril 6, 2009

Já faz quase 3 meses alguns dias que eu estou desempregado de férias. Por isso voltei a dar aulas de inglês numa escola bacana aqui perto de casa. Tenho alunos Vips e turmas de alunos que têm vergonha de pronunciar o “th” (thank, think, through). Isso sempre acontece e é normal. Mas não quero morrer como professor de inglês depois de estudar por 23 anos e querer estudar ainda mais!

Eu estou putíssimo, no entanto, porque já mandei uns 200 currículos + portifolios e NINGUÉM (eu disse NINGUÉM) me respondeu [UPDATE: UMA agência me respondeu. E das boas!]. A Catho é uma piada. Todo dia eles mandam no meu e-mail vagas de emprego. Aí, lógico, eu me inscrevo para todas, mesmo quando não tem nada a ver com a minha profissão – já me inscrevi umas 10 vezes como “diretor de arte”. E, além de ja ter me formado em Comunicação Social, estou me preparando para o meu mestrado, e estou até fazendo aula de teologia aos sábados para entender a cabeça dos cristãos, afinal, minha dissertação é sobre a comunicação do cristianismo.

Além da Catho, que notoriamente não funciona, mandei curriculos e portifolios para muuuuuitas agências não só aqui na região, mas em SC, PR, PA, MG, BA e PE. NINGUÉM me respondeu.

Então, como diria Marcelo Rezende, aí eu lhe pergunto: será possível que eu seja tão, mas tão desqualificado assim para passar despercebido por qualquer empresa que eu entro em contato? Se depois de 7 anos de experiência em publicidade, mestrado a frente, vontade de fazer muito mais e todo o resto que consta no meu curriculo, ninguém quer trabalhar comigo, eu faço o que? Compro uma arma e me mato?

Discussão

Novembro 6, 2008

É possível educar o cliente?

Qual é a diferença entre um cliente que ajuda e o cliente que atrapalha a criação de uma agência de publicidade? Para quem a agência deve criar: para quem aprova ou para o público-alvo? Há um meio termo entre as duas partes?

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O cliente é o dono do dinheiro, logo, ele tem a razão. Certo? Nem tanto. Criar campanhas tem sido uma tarefa difícil para os criativos. As barreiras são várias: briefings mal feitos, informações perdidas no meio do processo, verba curta… Mas quando se trata do cliente, aí torna-se uma faca de dois gumes. Há muito relatos em blogs de clientes que sentam na criação e só saem quando a peça estiver do jeito que ele quer. E há mais outros relatos de clientes que deixam os criativos “soltos” para resolver o problema, e confiam numa criação com uma defesa bem embasada. A segunda solução é a ideal, isso é inegável. Mas, como transformar o cliente mandão num cliente bacana?

Segundo a opinião de vários profissionais, a melhor maneira de resolver isso é educando-o de forma a confiar na agência e entender o que é uma criação publicitária. É difícil para alguns entender que nós não jogamos imagens, textos e TCHARAM!, tudo está pronto. Há muitos processos por trás disso. É preciso fazê-lo saber que uma peça publicitária não existe para inflar seu ego. O importante é o público-alvo, e, na maioria esmagadora das vezes, a cabeça das pessoas que verão as peças não tem nada a ver com a cabeça de quem aprova. Portanto, fazer o cliente entender para quê serve a campanha é fundamental.

Para quem criar

Há o consenso de que deve-se balancear entre o que o cliente quer e o que o público-alvo precisa. Bem, esta seria a criação ideal se o cliente pudesse se transpor na cabeça do público. No entanto, há o medo de não fazer o trabalho certo e cair num loop de refações, ou simplesmente esquecer para quem é feita a criação e colocar tudo o que o cliente pediu. É preciso haver honestidade. A agência tem o dever de dizer ao cliente que ela é imprescindível ao negócio dele e, se o público-alvo não for considerado, a chance da comunicação falhar é gigantesca. Obviamente, existem maneiras e maneiras de se explicar isso, mas dizer que é o dinheiro dele que está em jogo certamente é a mais infalível.

O principal objetivo entre cliente versus agência é mostrar que a agência é tão importante para o negócio dele como qualquer outra parte de sua empresa. Claro que uma agência mexe diretamete no bolso dele, uma vez que deve estar claro que uma campanha é um investimento, e não um gasto. Então, para que este investimento seja bem-sucedido, a agência deve deixar bem claro na cabeça do cliente que tudo é feito baseado em muito estudo, muitos princípios e muita, mas muita discussão sobre o que é eficaz para o seu público-alvo.
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Na “saudável” discussão entre Nizan Guanaes e Fábio Fernandes no Maximídia deste ano, Fábio disse qual é a posição de sua agência com relação a seus clientes:

“A gente seria muito superior, muito mais importante, falaria muito mais de cima para baixo com qualquer anunciante, qualquer cliente nesse país se a gente tivesse a capacidade de dizer muito antes disso tudo que está se falando [a crise financeira] de que cacete eu sou capaz de fazer por você [cliente]. Qual é a diferença que eu faço por você. Quando um cliente consegue olhar para você [a agência] te respeitando por ele saber que você é indispensável. Você [agência] não é indispensável porque repete um monte de lição babaca de administração de empresas, de gestão de negócios, como se ele [cliente] não soubesse sobre isso. Você é indispensável por ser capaz de fazer aquilo que ele é incapaz de fazer.(…) Nós discordamos do nosso cliente porque nós amamos a publicidade e amamos a nossa capacidade de transformar o negócio dos nossos clientes.”

Ou seja: se o cliente entende o real papel da agência, ele não tem porque fazer a cena clássica de sentar ao lado dos criativos e sair com o negócio do jeito que ele quer. Fábio é bem claro nisso quando diz que “discorda do cliente”, quer dizer, ele mostra que o caminho para que qualquer criação publicitária tenha sucesso é pelo estudo que foi feito para chegar a tal e não pelo ego de quem está pagando.

Fazer o cliente chegar a esta conclusão é tarefa árdua, mas não é impossível. A honestidade e o jogo aberto em fazê-lo entender que agência e cliente fazer parte do mesmo time é a primeira tarefa para o sucesso da missão. A agência tem as suas responsabilidades com o investimento do cliente (e não são poucas). Já o cliente, este deve ter a responsabilidade de saber que o time que ele escolheu para trabalhar sabe qual é o negócio dele e sabe factivelmente como fazer com que ele ganhe mais dinheiro por meio da propaganda.

“Não acredito que devemos recorrer a fórmulas. Acho que este é exatamente o momento em que devemos ser inovadores, que devemos ser responsáveis, porém inovadores.”

Fábio Fernandes

CRIATIVO SOFRE!

Agosto 11, 2008
Gênios!